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Correio da Manhã

Opinião
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19 de Outubro de 2004 às 00:00
Já sabíamos que Pinto da Costa, Filipe Vieira e Veiga tinham sido formados nos melhores colégios ingleses. Cavalheiros embrulhados nas mais finas gravatas de seda italiana com jaquetão de punhos dourados e gel ocasional.
Gente brilhante de imaculada reputação, óptimas companhias para os serões do S. Carlos, literatos como poucos, bem-falantes, eruditos, íntegros, responsáveis. Gente que merece a nossa ociosa atenção e nos faz concentrar nas grandes coisas da vida: os penáltis, os golos mal anulados, a falta de espaço nas bancadas, o espumante disfarçado de champanhe, as noites longas e as suas belas acompanhantes.
Tudo em família, sem tabus, sem vergonha, sem limites. Deste nobre trio de mosqueteiros, Bagão Félix não deve duvidar um segundo. Eles pagam impostos, todos os impostos. Declaram as riquezas com zelo missionário e preocupação pela pátria. Eles são o país, o país são eles. Onde começa um e acaba o outro não se sabe ao certo. Transformam o pechisbeque em ouro. Uma taberna num estádio. O futebol numa ópera. Um domingo qualquer numa guerra. Sinceramente, obrigados.
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