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Correio da Manhã

Opinião
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Carlos Anjos

O triunfo dos bárbaros

Duas mulheres barbaramente assassinadas pelas pessoas que lhes haviam jurado amor eterno.

Carlos Anjos 16 de Agosto de 2013 às 01:00

Mais duas mulheres barbaramente assassinadas pelas pessoas que lhes haviam jurado amor eterno. Dois casos completamente diferentes, com o mesmo resultado: a morte da mulher.

No primeiro, na Figueira da Foz, um homem abateu a mulher a tiro e depois suicidou-se com a mesma arma. Aparentemente, era uma família feliz, proprietária de uma pequena empresa. A crise que o país vive trouxe problemas para a empresa e a vida feliz rapidamente se transformou numa situação conflitual e que levou a este triste fim.

No outro caso, um casal separou-se, estando a correr o divórcio. A mulher refez a sua vida e encontrou outra pessoa. O agressor, rejeitado, ciente de valores que pensávamos há muito ultrapassados, entendia que a vítima era sua propriedade, e que por isso não podia ter uma outra vida que não fosse sob as suas ordens e o seu domínio.

Ferido na sua masculinidade, preparou meticulosamente a morte da vítima. Seguiu-a para saber onde vivia, conheceu as suas rotinas, esperou-a à porta de casa e depois matou-a à facada. Teve ainda tempo para dizer: "Traía-me e eu tinha de matá-la."

Carlos Anjos mulheres violência assassínio
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