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Correio da Manhã

Opinião
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3 de Junho de 2003 às 00:00
A Leiria está a ficar uma espécie de Boavista do Centro. Tem uma SAD de perfil rigoroso - aparentemente tem as contas em dia e não malbarata recursos, tem uma política de aquisições adequada à realidade sócio-económica do clube e um plantel estável que está a fazer uma grande época.
Assegurado o 5.º lugar final no campeonato pela segunda vez, segue-se a final da Taça de Portugal. Jogo esse que, curiosamente, junta o campeão José Mourinho e o homem que lhe sucedeu no Lis - Manuel Cajuda, que está de saída, como é público. Tem alguma piada o facto de Manuel Cajuda poder, no último jogo, tornar-se o primeiro treinador a dar um título à Leiria, ele que esteve ligado ao melhor futebol que o Braga produziu nos últimos largos anos, talvez com a excepção da primeira época de Castro Santos.
Cajuda, como Mourinho quando saiu de Leiria, não resistiu a frisar a sua participação na excelente campanha da equipa e não vem mal nenhum ao mundo por isso: ter autoestima não é sinónimo forçoso de vaidade. Falta saber se o 4-3-1-2 simples, linear e pragmático que tão bons resultados deu a Cajuda na Superliga é para manter na final da Taça contra o arrasador 4-3-3 de Mourinho. Talvez sim. Nada se conquista sem risco e Cajuda tornou-se demasiado "vaidoso" para deitar a toalha ao tapete antes da batalha começar, como fez um certo dia em Braga, antes de um jogo nas Antas ganho pelo Porto por 5-0.
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