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Correio da Manhã

Opinião
16 de Maio de 2006 às 00:00
Ronaldo deixou há muito tempo de ser um simples jogador de futebol. É uma marca. E das mais valiosas: segundo os últimos registos, ele era o 14.º jogador do Mundo mais valioso para a publicidade. Aos 21 anos, é obra. Ronaldo representa nomes como a Nike, que dispersou cartazes seus gigantescos pelas cidades da Alemanha, ao lado da estrela germânica da NBA Dirk Nowitzki. É cara da Coca-Cola na China. Faz campanhas pela Pepe Jeans. Promove bancos. Não pára.
Mas só manterá esta visibilidade enquanto fizer dribles em campo. O ano não foi famoso: a morte do pai e depois o escândalo da acusação de violação fizeram-no andar de cabeça à roda. Fez gestos feios na Luz antes de o Manchester ser eliminado pelo Benfica, embrulhou-se no treinos com o seu colega Nistelrooy, foi acusado de ser o protegido do n.º 2 da equipa técnica, Carlos Queiroz.
O Mundial pode ser a sua catarse. Se prevalecer a sua genialidade, tornará a subir muitos degraus na escala da fama. Caso contrário, se perde o comboio, arrisca um futuro em que será notícia só pelos casos e namoros famosos.
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