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Correio da Manhã

Opinião
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30 de Agosto de 2004 às 00:00
Perante a ameaça de morte iminente dos raptados às mãos de um ‘exército islâmico’, os líderes religiosos e civis da enorme comunidade muçulmana, de mais de 5 milhões de pessoas, existente em França, afirmam que a exigência é uma intolerável chantagem. Depois de discutida e aprovada democraticamente, a lei é para todos e os próprios muçulmanos são os primeiros a querer cumpri-la.
A emoção solidária não dispensa, no entanto, que se pense sobre as realidades. A democracia alargada a todos os cidadãos de um Estado é um regime recente e com problemas. E o respeito da lei e a aplicação da Justiça um privilégio das sociedades mais desenvolvidas. O que a história regista são guerras religiosas sem fim. E no Mundo, o que mais se vê é a opressão do arbitrário e a paralisação da Justiça.
A resposta ao ‘Véu ou a vida’ dos terroristas iraquianos não é ajoelhar à sua chantagem. Só pode ser lutar todos os dias pela Democracia, a Lei e a Justiça. Sem ceder ao terror.
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