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Correio da Manhã

Opinião
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20 de Fevereiro de 2005 às 00:00
A Espanha é o primeiro dos 25 países da UE a submeter a nova organização política da Europa ao sufrágio universal. Três países, Eslovénia, Hungria e Lituânia, todos membros recentes, ratificaram o Tratado da Constituição por aprovação parlamentar.
O referendo, já adoptado por outros nove estados, a que com certeza se juntará Portugal, embora a questão esteja em aberto, tem maior importância política. Estas chamadas às urnas pretendem mobilizar as populações para um debate com muitas dúvidas.
Está em causa a soberania dos diversos estados, mesmo se o abater das fronteiras é para garantir os grandes valores da democracia, a liberdade, o pluralismo, a não discriminação, a tolerância, a justiça e a melhoria das condições sociais.
O problema é que o equilíbrio entre nações grandes e pequenas não se pode menosprezar quando, há menos de um século, duas grandes guerras mataram mais de 70 milhões de europeus.
O referendo à Constituição Europeia é o quarto na Espanha pós-franquista e como nos três anteriores deve ganhar o sim. Os números terão, porém, de ser reflectidos em Portugal. Até porque cá, nos grandes referendos, Aborto e Regionalização, ganhou sempre o não.
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