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Correio da Manhã

Opinião
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João Vaz

Obrigação de exigir

É difícil avaliar o impacte do decretar da suspensão da venda de um produto como a ‘depuralina’ que, segundo a publicidade, limpa as pessoas de ‘2 a 20 quilos de resíduos’ existentes no corpo humano.

João Vaz 2 de Abril de 2008 às 00:30

Mas o importante não é só saber que se trata de um chamado produto natural perigoso para a saúde, pelo menos para certas pessoas. Mais interessante é que se perceba que o natural não é sinónimo de saúde para o ser humano, como a química não é igual a doença. Afinal, era química o nome que os antigos davam aos medicamentos.

Do caso, destaca-se o desafio que a prevenção coloca. Como com as notas falsas avisa-se para não comprar. E as pessoas têm toda a vantagem em reagir com a argúcia. Perceber que vivemos numa sociedade de informação, mas cada um de nós sabe pouco e há muitos a tentarem enganar os outros: a vigilância à publicidade enganosa deixa passar uma referência como ‘eliminar entre 2 e 20 quilos de resíduos’ do organismo;o desejo de perder uns quilitos para ficar elegante no biquíni leva a que se acredite em tudo. O Estado tem não sei quantos organismos mais a ASAE para defender a saúde pública, mas só após danos graves no organismo de várias pessoas clamou alerta.

Uma sociedade mais saudável e feliz exige muito sentido crítico. Não podemos manter-nos no tempo da banha da cobra. É preciso ser exigente. A começar connosco próprios.

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