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Correio da Manhã

Opinião
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João Vaz

Obrigado à moral

A ideia vem da manchete de ontem no ‘Daily Mail’, de Londres, onde com ‘grazie, signor Capello’ se agradece a atitude moral do seleccionador por destituir John Terry de capitão de equipa, devido a vergonhoso comportamento familiar. Também poderia surgir do papel que sempre cabe à moral para além de a Justiça funcionar ou não.

João Vaz 7 de Fevereiro de 2010 às 00:30

Diz-se obrigado à moral porque ela é fixada consensualmente pelas pessoas, com base em valores, normas e costumes sociais. Não tem nada a ver com a ‘ética republicana’ que ex-ministro Pina Moura definiu como "o cumprimento da lei". A lei republicana é unicamente a expressão da vontade do poder político, seja nos casamentos entre homossexuais ou nas finanças regionais. E a moral também não é a lei de Deus, expressão de uma infinita misericórdia como se escreve no evangelho de São João, quando diante da mulher adúltera Jesus disse: "Quem de vós estiver sem pecado seja o primeiro a lançar-lhe uma pedra."

Moral objectiva é o que fez Capello. Perante o comportamento indigno de Terry tirou-lhe a braçadeira de capitão. A selecção inglesa não pode ter a liderá-la em campo quem não merece respeito e gera escândalo. Não interessa saber se Terry alguma vez responderá em tribunal. Fundamental é que se respeitou a moral e, com isso, a equipa ficou mais forte. Moralmente.

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