Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
5
4 de Setembro de 2004 às 00:00
É óbvio que o fundamentalismo europeu em relação às metas inscritas no pacto só foi aligeirado porque os dois países mais poderosos da Europa e que constituem o verdadeiro motor da União, Alemanha e França, desrespeitaram as regras que eles próprios criaram e por causa disso a Comissão foi obrigada a perdoar a falha, depois de ter puxado as ‘orelhas’ a Portugal, o primeiro ‘mau aluno’ da Eurolândia.
A nova interpretação é, de facto mais inteligente, mas não dispensa o esforço do ministro das Finanças em manter a preocupação da sustentabilidade das contas públicas.
Porque o défice acumulado hoje é dívida de amanhã e também neste critério Portugal passou acima do limite. E se em anos de crise, os Estados podem apresentar défices acima de 3%, também têm a obrigação de, em anos de expansão, ter políticas restritivas. Por isso, Bagão Félix só fica livre da obsessão numérica do défice , mas não há muita folga para ‘desapertar o cinto’.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)