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Correio da Manhã

Opinião
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24 de Setembro de 2004 às 00:00
Ontem, a ex-ministra da Justiça foi nomeada administradora da CGD. Não se conhece a experiência de Celeste Cardona no sector bancário, nem se sabe quanto irá ganhar.
Um dia alguém irá escrever qual o papel da CGD no sistema bancário português e a sua relação, nem sempre transparente, com os diferentes governos. A Caixa é um banco público cujo único accionista é o Estado. A sua posição no mercado deve-a a milhões de portugueses que lhe confiaram as suas poupanças e a escolheram como banco para comprar as suas casas.
Quem paga o salário dos administradores da Caixa são os contribuintes. Por respeito a eles e no seguimento das tão apregoadas “boas práticas de gestão” é imperioso conhecer os salários de todos os seus administradores e do presidente. Ocultar esta informação ou entrar no “jogo do empurra” entre tutela e instituição financeira é pactuar com um “silêncio obsceno” que fragiliza, em primeiro lugar, os nomeados, e não dignifica nem o banco público nem a actuação do Governo.
Bagão Félix desbaratou, com esta medida, o capital de simpatia que terá conquistado com o afastamento de António de Sousa e Mira Amaral.
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