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Correio da Manhã

Opinião
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31 de Maio de 2011 às 00:30

O próximo Governo tem uma agenda que já foi preenchida pela troika. É uma agenda difícil e muito acelerada. Em eleições, há quem proponha não pagar a dívida, reestruturá-la. Percebe-se que a indignação leve ao desvario, mas essa é a pior ideia que pode atravessar a nossa cabeça. A reestruturação não é impossível. Mas é o fim da linha da nossa viabilidade durante décadas. Seremos caloteiros. E isso implica colocar-nos na lista negra dos países onde investir e a quem emprestar.

Olhai a Grécia: a reestruturação é tão incontornável que já estão a inventar-lhe outros nomes para disfarçar, como "reperfilização". A Europa não sabe o que fazer aos seus elos mais fracos e existe a tentação de simplesmente largá-los: excluir da zona euro.

Seria o nosso degredo, pobreza, aniquilamento. Façamos tudo, mas mesmo tudo, para não lhes dar o pretexto. E isso significa cumprir o plano. O PS e o PSD que se entendam, como Governo ou oposição. Mas cumpram. E cumpram já.

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