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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Oliveira e os conselheiros

Finalmente Oliveira e Costa, o primeiro banqueiro português preso durante o regime democrático, vai falar. O homem que até agora tem sido sacrificado pelos seus antigos pares e colaboradores como o único responsável pelo descalabro do Banco Português de Negócios, que custará aos contribuintes portugueses pelo menos dois mil milhões de euros, vai hoje ao Parlamento defender a sua honra e talvez atacar os seus antigos leais conselheiros, que ganharam comissões em fabulosos negócios de offshores, e que agora, como o próprio disse, parecem "cegos surdos e mudos".<br/><br/>

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 26 de Maio de 2009 às 00:30

Provavelmente o homem que ficará na História como o principal arquitecto de um grupo empresarial de negócios extravagantes não contará hoje tudo. Nem é de estranhar que o arguto ‘Zeca Diabo’, nome com que ficou conhecido há duas décadas quando passou pela liderança da máquina fiscal, mande mensagens cifradas.

Oliveira e Costa está preso e doente, mas sabe muito. Os seus papéis e o seu testemunho podem comprometer muita gente importante que ganhou dinheiro com as aventuras burlescas da SLN e BPN. Enquanto o detido Oliveira e Costa estiver a falar no Parlamento, muita gente poderosa precisará de calmantes para gerir a ansiedade provocada pelas declarações do banqueiro caído em desgraça.

 

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