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Correio da Manhã

Opinião
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Eduardo Dâmaso

Onde pára a excepção?

O PS e o PSD meteram-se num buraco de difícil saída com a excepção concedida ao sector empresarial do Estado em matéria de cortes salariais. A proposta de lei é tão aberta que abrange todo o sector público.<br/><br/>

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 26 de Novembro de 2010 às 00:30

O Governo esforça-se por dizer que cada excepção terá de ser autorizada pelo ministro das Finanças. Façamos um esforço por acreditar que serão poucos os casos de empresas públicas a escapar aos cortes aplicados genericamente na Função Pública. Acreditemos também que as instruções governamentais vão ser seguidas à risca: têm flexibilidade para gerir a massa salarial mas têm de apresentar um corte de cinco por cento. Tudo isso é fácil, mas a realidade dos últimos anos é inultrapassável.

A credibilidade do PS e do Governo está de rastos. A credibilidade do PSD, que entrou irresponsavelmente nesta negociata, é diminuta. As leis já não transportam qualquer espécie de credibilidade ou razoabilidade para a relação entre os portugueses e o Estado. As leis deixaram de ser gerais e abstractas e passaram há muito a adaptar-se aos interesses particulares ou de grupo. A política divide-se entre os poucos que ainda querem salvar a sua honra e os que só pensam em si.

E a relação de muitos dos gestores do sector empresarial do Estado com o erário público está na ‘Face Oculta’. Como querem que acreditemos nisto tudo?

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