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Correio da Manhã

Opinião
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Francisco J. Gonçalves

ONU, Israel e Palestina

Quando, a 14 de Maio de 1948, David Ben-Gurion proclamou a independência de Israel, invocou a resolução 181 da ONU. Aprovada a 29 de Novembro do ano anterior, previa a extinção do Mandato Britânico e a partição da Palestina para criar um Estado judaico e outro árabe.

Francisco J. Gonçalves 5 de Dezembro de 2012 às 01:00

"Neste dia em que acaba o Mandato Britânico sobre o território de Israel, e em virtude de um direito natural e histórico, em conformidade com a resolução das Nações Unidas, proclamamos a criação de um Estado judaico no território de Israel." A invocação de Ben-Gurion revela que, para o fundador da pátria judaica, a resolução da ONU era louvável e tinha força legitimadora.

No passado dia 29 de Novembro, nos 65 anos da resolução 181, a Assembleia Geral da ONU recordou a solução dos dois Estados e, contra Israel e os EUA, reconheceu a Palestina como Estado não membro com estatuto de observador. Ao fazê-lo, reiterou o direito dos palestinianos a terem uma pátria, algo que 64 anos de guerra e de negociações intermitentes não efectivaram.

É irónico, pois, que Israel tenha condenado a ONU no aniversário da decisão desse mesmo fórum da democracia internacional que abriu caminho à sua existência.

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