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Correio da Manhã

Opinião
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20 de Fevereiro de 2005 às 00:00
O crescimento das economias asiáticas, com a clara liderança da China, começa a ganhar expressão a nível de comércio internacional: de 1999 a 2003, as exportações chinesas para a Europa dos 25 cresceram 101 por cento e as importações 110 por cento. Estes valores confrontam-se com um crescimento total do comércio internacional europeu de 28 por cento nas exportações e de 26 por cento nas importações.
Mais importante do que o crescimento ocorrido, é fundamental o potencial de crescimento. Num mundo em que a distância física é cada vez menos significativa, espera-se que a dinâmica destas economias se faça sentir um pouco por todo o lado. Numa realidade em que a internet invade as nossas casas (67 por cento nos Estados Unidos da América e 45 por cento na média dos países da União Europeia) começam-se a observar fortes tendências no comércio internacional.
É impensável passar ao lado do enorme crescimento dos negócios ‘on-line’: as receitas da Ebay (gigante dos leilões electrónicos) aumentaram 51 por cento de 2003 para 2004, já a Amazon (‘e-commerce’) teve incrementos das vendas da ordem dos 31 por cento, sendo que 44 por cento do total das vendas referem-se ao segmento internacional. A utilização da internet tem duas consequências imediatas para as empresas integradas de correio, logística e transportes: prejudica os serviços tradicionais, mas beneficia os segmentos de crescimento como a logística e as entregas expresso.
Naturalmente, as empresas que melhor se posicionarem neste novo contexto serão as que mais beneficiarão. Empresas como a alemã Deutsche Post (que detém a DHL), a holandesa TPG (que inclui a TNT) e as americanas UPS e FedEx poderão representar boas oportunidades de investimento.
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