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Correio da Manhã

Opinião
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23 de Março de 2003 às 00:00
Assistimos, dito de outra forma, a um fenómeno de antecipação de cenários futuros baseados num renovado optimismo: o mercado parece acreditar que a guerra será rápida e eficaz, e permitirá repor os preços do petróleo, de forma que não só não comprometa a já frágil economia mundial mas que a ajude mesmo a relançar-se globalmente.

Permanecem, naturalmente, uma série de factores de risco, que algures no tempo, deverão voltar a merecer atenção: a capacidade de resposta do Iraque e/ou do terrorismo internacional; no pós-guerra, em que real estado encontraremos as economias mundiais e que surpresas nos aguardarão na vertente “corporate”, nomeadamente no que toca a novos eventuais escândalos contabilísticos como o mais recente “caso Ahold”?

Nos próximos dias, a guerra continuará a dominar as atenções, alimentando, ou travando, o entusiasmo actual, essencialmente na dependência do grau de eficácia da operação no Iraque.
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