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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Orçamento vigiado

A proposta de Orçamento do Estado a apresentar este mês pelo Governo vai estar sob um apertado escrutínio dos mercados financeiros internacionais.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 12 de Janeiro de 2010 às 00:30

 Ontem, o ‘Financial Times’ citava declarações de um analista sénior da Moody’s, uma das mais importantes casas de notação de risco, em que avisava que se Portugal quer evitar uma descida da nota terá de tomar medidas significativas e credíveis para baixar o défice. Uma descida da nota significa que o Estado português passará a pagar mais juros pela dívida, o que significa mais responsabilidades para os contribuintes e menos dinheiro disponível para garantir as funções do Estado. Mas não é só a República que pagará mais juros pela dívida.

As empresas e os particulares também pagarão mais, porque a poupança em Portugal não chega para alimentar o crédito, e com uma descida do rating os bancos terão de pagar um prémio de risco maior para financiarem a economia real portuguesa. Este cenário será real a curto prazo se o Governo e os partidos da Oposição não conseguirem sinalizar um caminho de bom senso para as finanças públicas. Mas é difícil fazer um bom Orçamento quando são necessárias medidas difíceis que podem custar votos. Se os partidos ficarem reféns do calculismo de vistas curtas, todos pagaremos muito caro a factura. 

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