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Correio da Manhã

Opinião
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6 de Janeiro de 2012 às 01:00

Porém, se uma qualquer figura mediática é vítima de um crime violento, não se hesita em violar a lei, usurpar competências, mandando às urtigas a cooperação, a lealdade e a boa-fé. O que importa é chegar primeiro e garantir lugar exclusivo no espectáculo mediático, pois em Portugal, é este o caminho mais fácil para conseguir mais poderes e uns tantos equipamentos, quantas vezes inúteis.

Nesta insana escalada, uma Polícia chega ao despudor de pedir aos media que pressionem um tribunal para aplicar aos suspeitos "as mais severas medidas de coacção", como se o Poder Judicial fosse um mal necessário que por ora ainda se tolera, mas cuja independência já se tem uma indisfarçável necessidade de comprometer e condicionar. E o mais grave e incompreensível é que estes perigosos prelúdios de eficientismo criminal contam com a bisonha aquiescência e com os ímpetos justicialistas de quem tinha obrigação de ver mais longe.

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