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Correio da Manhã

Opinião
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Luciano Amaral

Os bancos são nossos

Diz a lenda que vivemos no ‘neoliberalismo’. Por isso, privatiza-se tudo o que mexe. Em Portugal, então, junta-se a fome neoliberal à vontade de comer da austeridade e vai privatizar-se tudo em todos os sectores. Tudo? Não. Há um sector que resiste ainda e sempre ao privatizador: a banca.

Luciano Amaral 11 de Novembro de 2011 às 01:00

 

Há semanas nacionalizou-se um banco franco--belga, outro grego e ameaçou-se outro inglês. Em Portugal, o Governo vai usar 12 mil milhões de euros para recapitalizar os bancos e participar na sua direcção – ou seja, para os nacionalizar parcialmente. Como se justifica que o nosso Estado, sem dinheiro para mandar cantar um cego, se entretenha a comprar bancos?

Vendo bem, talvez até nem seja má ideia. Algo que percebemos nesta crise é que os bancos são instituições privadas que, pelos vistos, não sofrem a maior sanção a que os privados estão sujeitos: falir. Pelos vistos, são privados quando se trata de ganhar. Já quando perdem, passam a públicos. Mas, se assim é, na realidade não são verdadeiramente privados. A propriedade pública não é grande coisa, mas talvez não seja pior do que a propriedade privada com garantia pública.

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