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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Os erros de Constâncio

O PSD exigiu ontem que o governador do Banco de Portugal vá à comissão parlamentar de Orçamento e Finanças dar explicações sobre o processo de averiguação das operações financeiras do BCP.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 5 de Janeiro de 2008 às 00:00
Se o responsável pela entidade de supervisão bancária não for à Assembleia da República até 15 de Janeiro o maior partido da Oposição entende que deve sair do cargo. Não é normal na história da democracia portuguesa o governador do Banco de Portugal tornar-se num alvo da oposição política. Mas a verdade é que o habitualmente prudente Vítor Constâncio acabou também por se tornar, por culpa própria, numa vítima colateral do tsunami do BCP.
A intervenção da autoridade monetária nacional peca por tardia. Constâncio já explicou num comunicado que os factos alvo do processos de contra-ordenação são novos para o Banco de Portugal. Esta confissão revelou deficiências que eram desconhecidas da supervisão bancária. O segundo erro de Vítor Constâncio foi ter chamado os accionistas para a reunião no edifício do Banco de Portugal e depois ter dito a Filipe Pinhal e Cristopher de Beck que não tinham a sua confiança para se candidatarem a novos cargos no BCP, colocando a suspeita pública sobre todos os administradores do maior banco privado desde 1999. Esta acção foi determinante para que os principais accionistas tivessem concertado a candidatura de Carlos dos Santos Ferreira, que também participou nessa reunião convocada pelo governador do Banco de Portugal, como representante da Caixa.
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