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Correio da Manhã

Opinião
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7 de Janeiro de 2011 às 00:30

Quais poetas, muitos dos nossos políticos, governantes e não governantes, quase todos os nossos dirigentes associativos ou mesmo a grande maioria dos opinadores e outros franco-atiradores entraram, conduzidos por uma grande "mão invisível", numa poética encenação, numa verdadeira fuga à realidade. Falam da verdade e convivem com a mentira, corrompem o valor dos conceitos e das palavras, anunciando intenções vagas sob a capa de "reformas estruturais", mascaram as contas públicas desprezando eleitores e contribuintes. Os novos génios do teclado, por seu turno, dedicam-se a assuntos irrelevantes, falam de cátedra sobre assuntos que não conhecem ou, pior, tentam desmerecer o carácter de quem ainda pode contribuir para o fim deste fingimento, desta alienação colectiva.

E os fingidores vão levando a sua avante. Querem melhor exemplo do que o facto de ainda ninguém saber ao certo o que aconteceu à despesa pública entre Maio e Setembro? Agora, fingem todos que o assunto já nem interessa.

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