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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Os génios ganaciosos

A crise financeira destruiu a elite de Wall Street, a banca investimento. Das cinco grandes estrelas só duas se mantêm independentes depois do vendaval e com sérias dificuldades: Goldman Sachs e Morgan Stanley.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 27 de Setembro de 2008 às 00:30

 Das outras três, uma (Bear Sterns) foi salva da falência ‘in extremis’ por uma intervenção das autoridades americanas, que patrocinaram a operação de compra lançada pelo JP Morgan; outra (Merrill Lynch) foi vendida por metade do valor de há um ano ao Bank Of America e o Lehmam Brothers faliu.

O que é curioso é que nos últimos cinco anos estas instituições declaram 93 mil milhões de lucros e pagaram aos seus administradores as fabulosas quantias de três mil milhões de dólares. Nunca alguém ganhou tanto por tão mau serviço. A engenharia financeira era tão engenhosa que oferecia produtos tão sofisticados que, quando começou a crise subprime no Verão passado, tudo começou a ruir como se fosse um castelo construído com baralhos de cartas.

Os accionistas do Merrill Lynch perderem 50 mil milhões de dólares num ano, mas o presidente do banco Stanley O’Neal recebeu 172 milhões de dólares de 2003 a 2007. Foi a ganância destes génios financeiros que ajudou ao descalabro da economia. E por causa dessa ganância o Mundo está mais pobre e mais perigoso.

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