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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Os juros da poupança

A pressão de financiamento sobre Portugal levou a uma subida para níveis recorde dos Certificados de Tesouro, as aplicações que, depois do ataque aos Certificados de Aforro, Teixeira dos Santos lançou para captar poupança das famílias portuguesas.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 28 de Novembro de 2010 às 00:30

E, no próximo mês, as taxas oferecidas são mesmo um incentivo à poupança para quem consegue chegar ao fim do mês com algum excedente financeiro. A dez anos, os certificados oferecem uma taxa de juro bruta de 6,5%, enquanto a cinco anos, a rendibilidade anual prometida é de 5,4%. Estas taxas a médio prazo vão obrigar os bancos, que também estão com dificuldade em captar financiamento, a oferecer mais pelos depósitos. Já começa a haver taxas interessantes, mas, nos próximos meses, os juros nos depósitos ainda deverão subir mais.

Isto significa que, para quem precisar de usar o dinheiro da poupança no prazo de um ou dois anos, o investimento nos depósitos bancários é preferível à aplicação nos certificados do Estado.

Os bancos espanhóis, que também estão a ser alvo da pressão da crise do euro, já oferecem taxas mais atractivas do que os portugueses.

Esta nova tendência dos juros reforça o aconselhamento sobre os PPR. A única vantagem que oferecem é o benefício fiscal. Subscrever mais do que o que pode ser deduzido em impostos não é a melhor opção.

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