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Correio da Manhã

Opinião
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14 de Agosto de 2003 às 00:57
A falta de Tiago sentiu-se demasiado no meio campo do Benfica. A presença de Fernando Aguiar, por seu turno, transformou parte da equipa, como dizer?, numa abóbora. O Benfica conheceu, de facto, um lado feio, inestético, infantil, sobretudo quando (não) defendeu e teve lampejos de virtuosismo, protagonizados, em exclusivo, por jogadores de inspiração ofensiva. Em Roma, num jogo de altas expectativas, compareceu, do ponto de vista global, falta de classe, considerando o grau ‘exigético’ do futebol europeu. Falta de classe na ‘brutalidade’ de Argel e Fernando Aguiar, que consentiram um golo – em tempo proibido – que já nem os iniciados permitem encaixar; falta de classe compensada, enfim, pelo tento de Simão (a meias com Oddo), que serviu para disfarçar profundas insuficiências. O Benfica às vezes sorri como um malmequer; outras vezes exterioriza os monstros e os fantasmas que tem dentro de si. Camacho bem pode continuar a suar.
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