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Correio da Manhã

Opinião
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12 de Dezembro de 2012 às 01:00

Uma alcunha que resultará dos bons esforços que Monti, um técnico agora ameaçado pelo regresso de Silvio Berlusconi, tem feito para reduzir os prémios de risco – vulgo ‘spread’ – dos empréstimos internacionais para pagar as dívidas.

"Os pecados do avô caem sobre o neto", lamentou-se o chefe do governo italiano, que se deve demitir após a aprovação do Orçamento para 2013.

Passos Coelho não corre esse risco, pelo menos tão cedo, ainda que 2013 se anuncie como o ano de todos os perigos. O "enorme aumento de impostos" é a prova dos nove da estratégia de um Governo que parece querer encolher o povo até que este caiba numa folha de Excel.

Ao contrário de Mario Monti, Passos Coelho ainda não tem netos, mas é fácil adivinhar os nomes que lhes chamariam na escola: se fosse rapaz era o ‘Memorando’ e uma rapariga teria a alcunha de ‘Austeridade’. Mais grave seria se lhe viessem a chamar ‘Bancarrota’.

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