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Correio da Manhã

Opinião
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13 de Maio de 2003 às 00:00
Seria injusto destacar o Paços de Ferreira apenas pelo facto de este fim- -de-semana ter infligido ao FC Porto a segunda derrota da época com a agravante de ao mesmo tempo ter conseguido colocar ponto final a uma série de 37 jogos em que os dragões marcaram sempre. O mais surpreendente na equipa pacense, cujo futebol deslumbrou em muitos jogos das últimas três épocas, é ter sabido manter um equilíbrio que o coloca no sétimo lugar, depois do oitavo do ano passado e do nono do anterior.
José Mota, o treinador com saída anunciada e substituto encontrado (regressa José Gomes que saíra para preparador físico do Benfica), faz parte de uma nova geração de técnicos portugueses em que vale a pena reparar. Há três épocas pegou na equipa que ia a meio da tabela da II Liga e colocou-a na SuperLiga. Daí para cá foi o que já se disse. É claro que há fases em que é preciso recuperar de perdas importantes: foi assim após as saídas de Glauber e Rafael e este ano quando em Dezembro Mauro transitou para o Belenenses. E voltará a sê-lo na próxima temporada se se confirmar a saída de Mário Sérgio.
Mota chegou a ser dado como certo para substituto de Pacheco no Boavista, transitando Pacheco (que viera curiosamente do Paços de Ferreira) para o Benfica no ano passado. O circuito não se confirmou, mas este ano Mota sai e está sem clube e regressa do Benfica José Gomes. Será a oportunidade para se perceber a quem atribuir os êxitos da equipa da capital do móvel. Se ao treinador, se a ele a equipa sobreviver, se a toda a estrutura montada que tem permitido honrar os compromissos assumidos. Uma estrutura cujo presidente, recém-reeleito, gosta de passar despercebido e anónimo, e aparenta uma enorme sensatez. Chama-se Hernâni Silva. Alguém ouviu falar?
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