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Correio da Manhã

Opinião
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23 de Dezembro de 2003 às 00:00
Construir boas equipas não depende só dos orçamentos. Diria mesmo que não depende sobretudo do dinheiro que se gasta, porque começa por ser uma questão de organização de jogo e de escolha de jogadores. A SuperLiga, tão marcada – como outros campeonatos – pela macrocefalia dos três grandes, tem dado bastas provas disso. E continua a dar.
Veja-se o caso do Beira-Mar e do Rio Ave. Dentro das suas limitações, são equipas competitivas e que não têm medo de ter a bola e, consequentemente, de terem a iniciativa do jogo. O que faz toda a diferença. Mais do que 4-4-2 ou 4-3-3, é uma questão de treino e de saber o que se quer, para além da experiência de que é preciso dispor a este nível.
O Beira-Mar ali a constância de Zeman com o saber de Petrolina, a experiência de Wijnhard e a velocidade de Kingsley. A este nigeriano, felino e veloz, falta--lhe às vezes saber parar, encontrar o momento certo para não deixar fugir a ocasião de golo que, tantas vezes, ele criou.
O Rio Ave é um pouco diferente. Parece uma equipa mais atrevida e capaz, nos seus melhores dias, de dominar o jogo com o seu toque e as suas desmarcações – como fez na Luz, durante boa parte do tempo. Tem homens que sabem rematar à baliza (Ronny, Evandro), tem atrás a autoridade dos 190 centímetros de Idalécio e a técnica de Miguelito. E tem uma organização coerente, ocupando o relvado e fazendo o jogo. A equipa de Carlos Brito tem bom aspecto. O problema é sempre a profundidade do plantel para o campeonato todo, mas essa já é outra conversa...
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