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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Os saldos do BCE

Nunca o dinheiro esteve tão barato.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 8 de Junho de 2014 às 00:30

O BCE baixou a taxa diretora para 0,15% e obriga os bancos que lá queiram depositar dinheiro a pagar em vez de receber juros. Draghi usou toda a artilharia que poderia dispor na luta contra a ameaça de deflação.

Para os depositantes alemães a medida é má, mas para as empresas europeias pode ser boa. Além das mudanças de juros, o BCE de Mario Draghi injeta 400 mil milhões de liquidez para empréstimos à economia real.

As armas do BCE podem ser muito úteis para Portugal se o dinheiro chegar às nossas PME ao mesmo preço que chega às alemãs, pois agora uma boa empresa portuguesa arrisca a pagar o dobro dos juros que uma congénere germânica.

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A Zona Euro fragmentou-se e há várias subzonas, em matéria de financiamento às empresas e juros da dívida pública. Na área mais confortável está a  Alemanha e quanto mais a sul nos afastamos deste centro, mais caro e escasso é o crédito. A fragilidade das contas públicas é culpada da fragmentação.

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A decisão do BCE vai aliviar os juros da dívida. A dez anos a poupança será notada. Por isso, o IGCP vai lançar uma pequena emissão dia 11  para testar o dinheiro barato.

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