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Correio da Manhã

Opinião
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Eduardo Dâmaso

Os tempos repetidos

Naquele tempo era assim: "De origens diversas e defendendo programas diferentes, no princípio do século os partidos da rotação já mal se distinguiam. Sobremaneira importavam as rivalidades internas, os confrontos pessoais, os frustrados desejos de chefia." No princípio do século XX, a Monarquia estrebuchava e a República fazia caminho. Um sistema de governo chegava ao fim num ciclo em que se conspirava em voz alta.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 28 de Dezembro de 2009 às 00:30

 O rigor dos factos está num dos melhores livros de 2009, escrito por Joaquim Romero Magalhães e intitulado ‘Vem aí a República’. Nele, evidencia-se um tempo que encontra a sua repetição nos dias que vivemos, com poucas diferenças. No início do século acabava um ciclo político e começava a República, com toda a sua turbulência, que comportou ditadura e democracia, mas que dura há cem anos. Hoje, porém, estes tempos repetidos que vivemos têm duas faces: não se vislumbra nada que esteja a começar e ameacea democracia como forma de governo – e ainda bem!– mas o futuro do País está tão difuso e imperceptível quanto o daquele início de século. O sistema partidário está afunilado em soluções de puro aparelhismo, não se vê a que porto nos vai levar, se da esperança ou das trevas. Estes serão, seguramente, os anos mais decisivos do nosso destino colectivo. Assim saibamos estar todos à altura do desafio!

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