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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Joana Amaral Dias

Ou sim ou sopas

Cavaco Silva terá pedido ao seu principal assessor para noticiar as suspeitas de escutas, difundidas em Agosto. E agora declarou que só após as eleições comentará o caso. Porém, mesmo que as escutas judiciais a Jorge Sampaio (e sua divulgação pública) tenham gerado complacência com estas vigilâncias, é evidente que não é aceitável que um órgão de soberania e seus assuntos de Estado estejam sob devassa.

Joana Amaral Dias 19 de Setembro de 2009 às 00:30

Ou seja, o PR deve esclarecer os portugueses. Já. Calando--se, insinua que algo se passa ou, no mínimo, que não pode ter a certeza e desmentir. Se após este suspense (e se o PS ganhar), Cavaco confirmar a existência de escutas (ou, pelo menos, que emergiram fortes indícios), Sócrates cairá e as eleições poderão ter sido em vão. Mas se, terminado o tabu, o PR declarar que as suspeitas eram infundadas, concluir-se-á que interferiu na votação. E este espírito santo de orelha passará de passatempo de Verão a contaminação do resultado eleitoral.

Seja como for, uma coisa é certa: terminou, definitivamente, "a cooperação estratégica" Belém-São Bento. E em breve, descobriremos as respectivas consequências políticas.

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