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Correio da Manhã

Opinião
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Fernanda Cachão

'Pa amb tomàquet'

Os jornais espanhóis não pouparam papel para escrever sobre o mau resultado nas eleições do partido no poder na Catalunha. Tudo para dizer o que foi dito nas urnas: menos 12 deputados para o Convergência e União e uma derrota pessoal para Artur Mas, herdeiro político de Jordi Pujol, que em 30 anos no governo rapou as finanças catalãs – como uma espécie daquele madeirense mas com mais patine.

Fernanda Cachão 27 de Novembro de 2012 às 01:00

Artur Mas deve ter mordido a própria língua. Depois das eleições que pedira, ficou nas mãos da Esquerda Republicana. Barcelona tornou a mostrar que não fala castelhano mas foi, também, a falta de dinheiro no bolso que castigou os partidos da tradição para premiar os de esquerda radical que correm pela soberania catalã. Rajoy ainda se vai engasgar com ‘pa amb tomàquet’ (pão com tomate).

Mas feriu ouvidos quando disse que a região tem uma "economia viável" que produz com 7,5 milhões de habitantes "a mesma riqueza que Portugal" com uma população de 10 milhões. Pois é. Em Espanha – o principal parceiro económico de Portugal – Catalunha é nosso primeiro fornecedor e o terceiro cliente. O tal ditado corre o risco de mudar. Da Catalunha nem bom vento nem bom casamento.

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