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Correio da Manhã

Opinião
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3 de Abril de 2009 às 00:30

Parece haver acordo em dois pontos. Primeiro, ninguém quer uma justiça subordinada, com licença para perseguir irregularidades só até à porta dos ministérios: seria a ‘italianização’ prevista por João Cravinho. Segundo, ninguém quer fazer dos tribunais e das polícias o equivalente dos quartéis onde, no tempo da I República, as oposições iam armar a queda dos governos. Mas para tudo ser esclarecido ou ter consequências no Freeport, falta o essencial: um sistema judicial capaz de agir em tempo útil. Talvez venha a existir um dia, não pela carolice deste ou daquele magistrado, mas como parte de uma reforma do Estado – uma reforma de que este governo desistiu. Preferiu, como se sabe, investir no sistema fiscal.

Sendo assim, resta-nos o quê, além da indignação? Talvez esperar pelas eleições. Porque tal como em 2005, o Freeport há-de voltar a hibernar mal estejam contados todos os votos no fim deste ano. É vergonhoso? É assim. E será assim enquanto houver tanta paciência.

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