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Correio da Manhã

Opinião
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João Vaz

Pactuar o futuro

O que se compromete em conjunto, nenhuma das partes consegue realizar sozinha.

João Vaz 27 de Outubro de 2013 às 01:05

Mesmo que tenha maioria absoluta, como o atual governo PSD-CDS. A prova é que em quase tudo no novo Orçamento do Estado, como em muitas outras decisões desde a chegada ao poder, em junho de 2011, à maioria absoluta na Assembleia da República, correspondeu o absoluto isolamento na sociedade portuguesa.

Pactuar o programa de ajustamento, as reformas no Estado e o esforço de crescimento económico não devia ser só consequência da assinatura do acordo com a troika. É sobretudo uma exigência de futuro para a sociedade portuguesa. E quem a dispensa auto-condena-se. A começar pelo governo, que, pela lógica da vida política, amanhã será oposição.

A sociedade portuguesa está descontente com os partidos do poder e da oposição, não porque se a contra a institucionalização da vida política, mas porque os seus líderes se mostram alienados às dificuldades sentidas pela população.

Só se deverá dizer que estamos em recuperação quando os portugueses o sentirem e não por aparecerem números a sugeri-la. E por respeito a Portugal, fazer reformas é pactuar o futuro, e não amanhar interesses.

FUTURO COLIGAÇÃO PSD CDS ORÇAMENTO DO ESTADO
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