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Correio da Manhã

Opinião
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25 de Abril de 2006 às 00:00
As provas? As três explosões do Egipto, um dia depois da mensagem de Bin Laden a reclamar contra o bloqueio ocidental aos palestinianos do Hamas e de a CIA garantir que a al-Qaeda estava em fuga. E a violência no País Basco que confirmou o que já se temia, que a permanência do cessar-fogo da ETA era só uma questão de tempo.
A Europa tem preferido lidar com os fundamentalistas como trata certas pragas. Suportando-os financeiramente, ou seja, alimentando-os, na esperança de que assim se mantenham controlados no seu canto. Limitando-se a negociar a quantidade de ajuda, ou seja, as cedências. O método atingiu o limite de validade há já algum tempo. As exigências nunca pararam de subir, como em qualquer chantagem. O dinheiro apenas alimentou ditadores, nunca o seu povo.
A América foi fazendo o papel sujo. Quando Bush quis repartir o peso de ser polícia do Mundo, veio o Iraque e sabe-se como reagiram a França e a Alemanha. Agora a ameaça chama-se Irão, o primeiro estado terrorista da História. Os efeitos são demasiado graves para a Europa continuar a assobiar para o ar à espera de mais uma explosão.
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