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Leonardo Ralha

Papa da era hispânica

Muito se irá escrever sobre a eleição de um Papa conservador no que toca ao aborto e à sexualidade (como se houvesse uma grua a içar progressistas para o topo da Igreja Católica) e a conivência do cardeal Bergoglio com a ditadura militar argentina (como se João Paulo II pudesse ter a aura de paladino da liberdade se a Polónia tivesse um regime ditatorial favorável a Roma), mas o Papa Francisco tem um significado mais profundo.

Leonardo Ralha 15 de Março de 2013 às 01:00

No momento histórico em que o Vaticano olha para a América Latina, cada vez mais o seu pulmão ‘amazónico’, exclui o brasileiro Odilo Scherer, poderoso arcebispo de São Paulo. Mesmo que o apelido italiano tenha ajudado Bergoglio, deu-se mais um passo para fazer do século XXI um século hispânico. Enquanto a Espanha se assume como potência – desde a globalização dos seus grupos económicos até aos títulos europeus e mundiais nos mais variados desportos – e os EUA caminham para ser um país latino – ao ponto de os republicanos verem em Marco Rubio a esperança de retomar a Casa Branca apesar da avalancha demográfica que soterra o seu eleitorado tradicional –, o Brasil tem razões para desconfiar que ficou do lado errado da linha traçada no Tratado de Tordesilhas.

Leonardo ralha grande repórter

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