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Correio da Manhã

Opinião
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23 de Outubro de 2003 às 00:00
A democracia que sempre existiu no Benfica dá-nos a possibilidade de mudarmos o destino do nosso clube. Não somos o clube que já fomos – esta é uma realidade bem dura que, responsavelmente, temos de enfrentar.
Ter a maior massa de adeptos do País não significa que sejamos o clube líder do futebol em Portugal. Mas significa que temos o potencial para voltarmos a ser. As alternativas são claras – evolução na continuidade ou revolução. Aprendamos com a história, façamos o nosso 25 de Abril.
Cortemos com o passado de conluios, de alinhamentos com um sistema caduco. De um lado, Vieira fala-nos do passado, como se esse passado legitimasse o futuro e, do outro, Jaime fala-nos responsavelmente de um futuro de rigor mas também de esperança. Vieira fala-nos do estádio que Mário Dias construiu como se de obra própria se tratasse. Do outro, Jaime entende o Estádio como sinal da modernização necessária. De um lado, Vieira, volta a prometer o maior clube de Portugal. Sem títulos? Do outro, Jaime quer mudar o clube para este ter futuro. De um lado, Vieira quer a doce evolução na continuidade para nada mudar, do outro Jaime quer a revolução. Para mim, a opção é clara. Jaime personifica o futuro e o Benfica tem que ter o futuro que o seu glorioso passado merece.
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