Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
3
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Carlos Anjos

Passividade policial

Tudo começou com a morte de um jovem, mal explicada pela Polícia de Londres. Poucos dias depois rebentou a revolta, inicialmente confinada à zona de Tottenham. Desde sábado que a contestação vem a aumentar, sendo a cada dia que passa mais grave.

Carlos Anjos 10 de Agosto de 2011 às 00:30

A revolta contra a morte de um jovem deu origem a autênticas pilhagens a lojas de informática, electrodomésticos e vestuário, as quais são incendiadas de seguida. A polícia colocou um forte dispositivo na rua, com mais de duas dezenas de carros antimotins, mas a sua passividade é enorme. Perante a selvajaria instalada, onde o único objectivo é pilhar, a polícia respondeu com apelos à calma. Pouco mais de 200 detenções, sendo que os feridos são todos do lado da polícia.

É incompreensível a forma como a Polícia de Londres lidou com estes acontecimentos. São visíveis muitos meios materiais, mas pouca capacidade de lidar com a situação. O Comandante dos Bombeiros de Londres afirmava que desde a II Guerra Mundial não existiam simultaneamente tantos incêndios em Londres. O cenário é catastrófico e somente ao fim de quatro dias o gabinete de crise reuniu e decidiu reforçar o policiamento e o poder das forças policiais.*em Londres

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)