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Correio da Manhã

Opinião
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23 de Outubro de 2009 às 21:44

E nunca é demais porque, infelizmente, muito desse património está em ruínas, esquecido pelas entidades que têm a seu cargo a defesa desse mesmo património. É o que acontece, por exemplo, com o Castelo de Pirescouxe, em Santa Iria da Azóia, no concelho de Loures. Data do século XV e foi motivo de orgulho das gentes locais. Hoje, é uma ruína. E nem o facto de ter sido declarado imóvel de interesse público (1961) parece sensibilizar as entidades competentes. Compete ao Instituto que zela pelo património olhar com mais atenção para este (e outros) monumentos. Mas também compete à Câmara de Loures fazer tudo o que estiver ao seu alcance para evitar uma maior degradação do imóvel. Tome-se como exemplo pela positiva o que aconteceu no Barreiro com os Moinhos de Alburrica, ex-libris do Concelho. De braço dado, a autarquia e a Administração do Porto de Lisboa levaram a cabo obras de requalficação e os moinhos ganharam uma nova vida.
Espera-se da nova ministra da Cultura uma atenção especial no que concerne à defesa e recuperação do património. É a memória de todos nós que está em causa. As memórias preservam-se. Não se deixam cair.

Rogério Chambel

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