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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

PEC sem esperança

Portugal está condenado a cumprir um plano de austeridade. O problema é que o PEC – que vende algumas das empresas públicas rentáveis que restam, aumenta impostos e corta nas prestações sociais, nas reformas, nos salários da Função Pública e por arrasto nos salários do sector privado – pode não ser suficiente para meter as contas públicas nos eixos.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 16 de Março de 2010 às 00:30

Ontem, depois de ter sido ouvido pelo Presidente da República em Belém, Belmiro de Azevedo teve uma frase lapidar: 'Sou especialista em ter os pés na terra e acho que se deve gerir o Orçamento como qualquer do-na de casa faz: poupando.' Se os governos tivessem tido este bom senso, não estávamos nesta situação. Atribuir todas as culpas à crise financeira é fraca desculpa.

No tempo da prosperidade, em finais da década de 90, o País não seguiu a parábola bíblica de poupar no tempo das vacas gordas para gastar no das vacas magras. Depois da adesão ao euro, aos sete anos de vacas magras segue-se um tempo em que corremos o risco de ficarem apenas os ossos dos animais. O défice e o endividamento do Estado agravam o principal problema do País: a falta de competitividade e a anemia económica, que se traduz num impressionante exército de desempregados. No PEC não há esperança nem crescimento, apenas austeridade.

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