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Correio da Manhã

Opinião
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Leonardo Ralha

Pedaços de Pessoa

Há duas narrativas para Cavalcanti Filho, o brasileiro que arrematou por 94 760 euros a secretária e a máquina de escrever de Fernando Pessoa na Sociedade Portuguesa de Explosivos.

Leonardo Ralha 27 de Maio de 2012 às 01:00

A primeira é compará-lo aos milionários dos EUA que vinham à Europa adquirir castelos, de seguida desmontados pedaço a pedaço, levados para o outro lado do Atlântico e reconstruídos para fazer cair o queixo dos seus rivais.

Esta visão é mais fácil e imediata, mas bastam alguns minutos de conversa com o autor de ‘Fernando Pessoa – Uma Quase Autobiografia’ para perceber o quanto ele é viciado no maior poeta português.

Cavalcanti Filho diz que as paixões não têm preço e que a fortuna que já gastou em primeiras edições de livros, objectos pessoais e afins poderia ter sido empregue em automóveis de alta cilindrada ou noutros escapes de meia-idade. Diz ele que os brasileiros veneram mais Pessoa do que os portugueses. Num caso é a mais pura verdade.

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