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Correio da Manhã

Opinião
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14 de Fevereiro de 2005 às 00:00
Pela fé, aceitou ter uma adolescência diferente e, quatro anos depois, abdicou dos prazeres mundanos e isolou-se para sempre. Pela fé, aprendeu a ser quem o seu Deus queria que ela fosse, guardou segredos e nem a clausura a impediu de levar longe a evangelização católica.
Cedo ficou sem Francisco e Jacinta, chorou como ninguém as suas mortes, mas investiu toda a saudade na canonização dos primos, beatificados por João Paulo II em 2000.
Com fé, soube carregar sozinha a responsabilidade de ter ajudado a transformar Fátima num dos locais mais sagrados da Terra. Seguiu sempre à risca as indicações de Roma e só revelou o terceiro, e último, segredo da Virgem quando foi autorizada a descansar o Mundo sobre o temido Juízo Final da viragem do milénio.
Acompanhou com atenção a evolução dos tempos e nunca condicionou as suas preces: tanto rezava por João Paulo II e pela paz no Médio Oriente, como pela selecção nacional de futebol. Porque para Lúcia de Jesus o que contava era a Fé, “o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” (Epístola de S. Paulo aos Hebreus).
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