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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Penoso corte

A brutal subida de 7 pontos percentuais da contribuição dos trabalhadores por conta de outrem para a Segurança Social é um aumento de impostos que vai secar ainda mais a anémica procura das famílias e gerar mais desemprego nos sectores dependentes do mercado interno, desde a construção e do comércio aos cafés e restaurantes.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 9 de Setembro de 2012 às 01:00

A redução da TSU, há muita exigida pelo FMI e imposta pela troika, é um excelente bónus de Passos para as empresas, porque significa uma poupança mínima de 2,2 mil milhões de euros por ano, que infelizmente não se traduz em criação de emprego. Em teoria, a poupança das empresas pode criar emprego, mas no actual estado da economia as empresas querem é reduzir custos e escoar os produtos.

A sobrecarga dos trabalhadores por conta de outrem e funcionários públicos com a subida dos descontos da Segurança Social de 11% para 18% é um efectivo acréscimo de quase 64%.

Os trabalhadores por conta de outrem é que vão pagar a conta da derrapagem da Segurança Social, num país de cerca de 1,3 mil milhões de pessoas sem emprego.

Os funcionários públicos e reformados que viram na decisão do Tribunal Constitucional uma luz de esperança na reposição do poder de compra ficam defraudados. Resta saber o que dirá oTribunal Constitucional.

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