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Correio da Manhã

Opinião
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1 de Fevereiro de 2006 às 00:00
Explicando: Giuliani decidiu dar importância à pequena criminalidade. Achou ele, e achou bem, que condenando pequenos delitos, como o simples partir de um vidro por um rufia de um bando do Bronx, evitava que o puto que hoje quebrava janelas amanhã incendiasse caixotes do lixo, depois carros, até entrar no crime organizado.
Recentemente, Sarkosy, em França, defendeu a mesma estratégia para os imigrantes dos bairros periféricos que resolveram começar a incendiar carros para ter boas fotos de telemóvel. Defendeu penas de prisão exemplares e expulsão do país. A onda de criminalidade parou repentinamente.
Por cá, é possível que um miúdo de 13 anos lidere – isso mesmo, lidere – um gang que assalta carros e lojas. Pior: que o faça fugindo do centro educativo para onde foi enviado por ter praticado outros crimes. Até aos 16 anos vai poder reincidir porque estará livre da cadeia. O mais certo é aos 18 matar alguém. Porque ninguém o parou quando só partia vidros.
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