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Correio da Manhã

Opinião
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25 de Abril de 2009 às 00:00

Os acontecimentos dos campos de Madrid e de Turim não são dramáticos. São apenas lamentáveis, o que é diferente, pelo que bem se poderia dispensar os esforços de ‘desdramatização’ imediatamente efectuados por testemunhas presenciais com altas responsabilidades no fascínio do jogo.

Juande Ramos, treinador do Real Madrid, desculpou Pepe, afirmando que o jogador 'queria dar pontapés no ar', e José Mourinho, treinador do Inter, aproveitou o incidente para exibir a condescendência só ao alcance de um quase campeão e para, na mesma penada, dar um suplemento de ânimo ao seu jovem jogador africano: 'Não sei se foi uma questão de racismo ou se os adversários, simplesmente, se enervam por Balotelli ser tão bom jogador.'

Não cabe aos treinadores fazer justiça, muito menos substituir os órgãos disciplinares que regulam o comportamento dos profissionais do jogo. Mas também não lhes cabe a infrutífera missão de tratar como idiotas milhões de espectadores e de telespectadores. Ninguém lhes exige tanto. O bom nome do futebol não se afirma com perdões. Afirma-se com lamentos. São coisas diferentes.

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