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Correio da Manhã

Opinião
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Octávio Ribeiro

Perfil de PGR

A contagem decrescente para o final de mandato de Souto Moura ameaça ser ainda mais penosa para a figura do PGR do que o desgaste sofrido nos últimos três anos, muito por via dos processos Casa Pia, Apito Dourado e de todos os que envolveram figuras públicas e cujos tempos de acção, divulgação e posterior omissão pareceram por vezes obedecer a inaceitáveis critérios de oportunidade política.

Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 20 de Julho de 2006 às 00:00
Os principais actores virão traçar o perfil ideal para o próximo PGR e esse exercício tem sempre o mesmo ponto de partida: o que se deseja de contraste na actuação futura face a Souto Moura.
Ontem foi a vez do novo bastonário da Ordem dos Advogados.
Para Rogério Alves, o próximo PGR deve ser um verdadeiro chefe do Ministério Público – acentuando assim a vertente hierárquica – e deve saber comunicar com os media. Estão assim traçados os dois defeitos de Souto Moura, com o bastonário, porém, a rematar que o PGR tem sido muito injustiçado. O que, a ser verdade, terá tido como um dos principais agentes o bastonário cessante.
Apesar das nuances que uma e outra funções comportam, na regra geral, ter um bastonário da Ordem a traçar o perfil do PGR é como ter o técnico do Benfica a dissertar sobre a táctica que considera melhor para o Sporting. Por mais opiniões respeitáveis que pretendam condicionar a escolha, o nome do futuro PGR partirá de Sócrates e, felizmente, terá de ser aprovado por Cavaco, que dedicou largo espaço do seu discurso de campanha ao essencial combate à corrupção como vertente do urgente desenvolvimento.
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