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Correio da Manhã

Opinião
17 de Janeiro de 2007 às 00:00
Com a prova a meio, este campeonato maior da Liga não só registou alguns factos perturbadores, como levanta questões novas e essenciais. Não falo da prova em si mesma, que chega aqui com o FC Porto como líder consolidado e um fosso de sete pontos dos habituais rivais (em Itália já vão nove e em França 14), das assistências em queda continuada e das peripécias que ocorreram durante estas 15 jornadas lado a lado com o futebol/futebol. Os ‘outros’ explicam a impressionante superioridade portista com os orçamentos. Os líderes têm o dobro e mais do dobro do orçamento dos rivais do Sul, mas também há ali muita sageza e olho vivo. Mas peripécias não faltaram, desde os processos complicados nas suas instâncias às eleições fora de tempo na Liga de Clubes e na FPF, aos casos Assis, Veiga/João Pinto/Sporting, quase tudo aconteceu.
Até o abandono de Co Adriaanse, que obrigou Pinto da Costa a ir ‘roubar’ Jesualdo ao Boavista. Apesar de tudo isto, o facto mais perturbador para mim é, contudo, o que acaba de se passar no Beira-Mar nos últimos dias. O que é aquilo? Uma entrada de capital estrangeiro para salvar um clube de uma descida de escalão e com um passivo de mais de dois milhões de euros, mas despedindo logo o treinador, trazendo novos jogadores, tudo sem a aprovação do clube e menos ainda dos sócios? Será este o novo padrão de intervenções de certos capitais estrangeiros em clubes portugueses em dificuldades, o novo paradigma dos clubes nacionais?
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