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Correio da Manhã

Opinião
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27 de Setembro de 2005 às 00:00
Realmente, como diz o povo, “mais vale cair em graça que ser engraçado”, e o estranho caso do treinador José Peseiro ilustra bem a asserção popular.
O que se viu em Alvalade é um mistério: com a equipa a ganhar e o 2.º lugar, isolado, a um ponto do líder, Peseiro – que levou o Sporting à última final da Taça UEFA e de quem se diz que pôs a equipa a praticar o melhor futebol indígena – foi assobiado e insultado, viu o inequívoco sinal dos lenços brancos e, no dia seguinte, os críticos a desfazerem-no sem piedade.
Como se isto não chegasse, quando entendeu substituir Liedson, que andou a apanhar papéis e até falhara um penálti, não só ganhou a maior assobiadela da noite, como foi publicamente insultado pelo brasileiro, que, sem grande imaginação e originalidade, o mandou “tomar no cu”, como se lhe estivesse a recomendar um xarope. À Rochemback. Coisa que ‘tomada’ à letra, não é desaforo que se engula.
Peseiro engoliu, diz que não ouviu e toda a gente perdoou ao ‘Levezinho’ o penálti falhado, o mau humor e a indisciplina. Para Peseiro, lenços brancos…
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