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Correio da Manhã

Opinião
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8 de Abril de 2008 às 00:30

Desde que conquistou o lugar de titular na baliza do Boavista, tem feito jus à deferência com que é tratado nos meios de comunicação, sempre com direito a nome e sobrenome: Jehle, Peter Jehle.

O guarda-redes, que veio do muito improvável berço futebolístico do Liechtenstein, voltou a mostrar nervos de gelo ao enfrentar o ataque avassalador do Benfica, confirmando uma tendência para se agigantar, que se lhe conhece desde os primeiros tempos na baliza da selecção do seu minúsculo país: o típico guarda-redes de engate, muito habituado a sobreviver a massacres e à desresponsabilização de, eventualmente, não conseguir agarrar alguma das dezenas de bolas que lhe atiram durante um jogo de tiro ao boneco. Contra o Benfica aconteceu isso mesmo: ‘falhou’ duas ou três, mas foi substituído pela moldura da baliza ou pelas pernas de algum colega.

Humildemente, pediu desculpa por o deixarem jogar num campeonato tão forte (!) e revelou que está a aprender em Portugal para um dia poder ajudar ao desenvolvimento do futebol do Liechtenstein. Uma figura este Peter, cujo princípio é básico: de defesa em defesa, até ao empate final.

 

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