Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
5
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Joana Amaral Dias

Pílulas

A nova anedota nacional reza assim: "O País entrou no bloco operatório para fazer uma lipoaspiração e, devido a um erro clínico, saiu de lá sem um rim e com um braço a menos". Exacto. Os supostos cortes nas gorduras supérfluas transformaram-se em talhadas no essencial.

Joana Amaral Dias 10 de Setembro de 2011 às 00:30

Paulo Macedo, esse grande herói da Direcção-Geral dos Impostos, com vasto currículo na Saúde, quer, por exemplo, economizar nos transplantes. Muito bem. Toda a gente sabe que essas operações são meros caprichos e que, frequentemente, as listas de cirurgia estão cheias de utentes que querem mudar de fígado só porque o que tinham estava fora de moda. Mais. O ministro também anunciou que o Estado deixará de comparticipar a pílula, sem dúvida uma excelente maneira de combater o aborto. O mesmo caminho segue a vacina contra o cancro do colo do útero e os medicamentos para asmáticos, esses malandros que querem respirar à borla. Como o primeiro consiste na segunda causa de morte entre as mulheres jovens e o segundo é indispensável à sobrevivência desses doentes, isto é tudo muito simples: com menos portugueses e mais asfixiados, certamente o Estado terá menos despesas. Confirma-se: não há vida além do défice.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)