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Correio da Manhã

Opinião
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Octávio Ribeiro

Pinho acabou totalmente

Mesmo num Governo onde o controlo da comunicação dos seus membros tem funcionado quase na perfeição acontecem desastres como Manuel Pinho.

Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 15 de Outubro de 2006 às 00:00
Que credibilidade merece a partir de agora um ministro capaz de dizer e desdizer o que disse em menos de um dia?
Pinho é um perigo quando fala. Ora, qualquer político tem na palavra uma das suas principais armas. Não pode é pegar nela para dar tiros nos pés. Nos seus, nos dos seus colegas – a começar pelo titular das Finanças, em fase de lançamento de mais um OE de rigor – e nos de José Sócrates.
Ouvir Manuel Pinho, ontem, negar o que dissera com todas as sílabas na véspera deve ser particularmente penoso para Sócrates, que cultiva mais do que qualquer outro primeiro-ministro da nossa história recente o concerto de comunicação entre os membros da sua equipa governativa.
Manuel Pinho veio ontem dizer que decretar o fim da crise “é algo infantil, de quem não percebe nada de economia”. Este exercício de autoflagelação pode valer-lhe a manutenção no Governo, mas só no curto prazo. Um disparate político tão grande como o que Pinho protagonizara na véspera – “A crise acabou totalmente”, anunciara Pinho – cola-se como um eco na cabeça dos milhões de portugueses que ainda não vêem qualquer luz no fundo do túnel da macroeconomia.
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